Há um fenômeno denominado de "Síndrome de Estocolmo", o qual consiste no fato de o sequestrado, que é a vítima, desenvolver uma profunda afeição pelo seu sequestrador, que é o criminoso. Isto ocorre porque, de tanto ouvir sobre as razões porque o sequestrador se tornou um contraventor, o sequestrado acaba por concluir que a vítima é aquele, e não, o sequestrado. Afinal, o sequestrador comete delitos, porque os libertadores, são perseguidores, injustos e exploradores que o levaram a esta situação criminosa. Ele é apenas uma pessoa pobre e que não teve oportunidades, por isso, foi vitimada pelo sistema e, portanto, sem opção. A sua causa é justa e justifica a sua opção pelo crime.
Por símile, alguns estudantes estão assumindo que, de vítimas passam a vitimadores. Eles sofrem uma tão incomensurável lavagem cerebral, que acabam por defender os seus aliciadores como grandes virtuoses do saber. Na verdade, acabam por concluir que o sistema é maléfico e que os seus aliciadores são os verdadeiros libertadores. Observa-se este fenômeno, no constante enfrentamento entre filhos de classe média e seus pais empresários ou autoridades. Também, as constantes ocupações de campus universitários e lideranças estudantis que presumem poder ditar regras e mudar as normas estatuídas por força da suas discordâncias ideológicas.
Muitos professores são aliciadores e cabos eleitorais dentro das escolas, especialmente as públicas, enquanto os conteúdos sofrem solução de continuidade. Não se preocupam em passar os conhecimentos fundamentais a partir dos quais os estudantes podem chegar às suas próprias conclusões e, assim, optarem livremente a qual postura ideológica querem servir.
Obviamente, todo o processo doutrinatório aqui denunciado é tratado e trabalhado dentro de um contexto "politicamente correto". Geralmente, se diz que a escola deve servir ao despertamento de uma consciência crítica. Isto é verdade sim, porém, não apenas a uma predeterminada ideologia, não a um direcionamento e condução das mentes, sem lhes dar a chance de ver o oposto. O que se vê, de fato, é um doutrinamento dirigido e pré-concebido nos próceres do marxismo cultural, fajuto, capenga e mal compreendido por intelectualóides que se dizem libertários.
Paulo Freire é tido como a "deidade" da sabedoria educacional no Brasil. Dentre os diversos aspectos do seu projeto, fala-se muito em levar para a experiência da sala de aula, a realidade que cerca e permeia o educando, a fim de que este desenvolva o seu saber sintonizado à sua realidade vivencial. É uma experiência de transferência do saber e do conhecimento sem violar a realidade psicológica e emocional do aluno. Então, neste caso, poder-se-ia afirmar que, valeria a pena levar bandidos armados para a sala de aula a fim de demonstrar como se faz um assalto e de como se molesta a sociedade, pois esta não é uma das realidades do educando de uma invasão, favela ou morro? Não vejo em que isto poderia contribuir para reorientar as tendências e promover habilidades e competências no educando.
Nos anos acadêmicos, quando se falava de determinados fatos da história com certo escárnio, o principal alvo era o regime militar, claro! Dele se falava horrores que nunca aconteceram, passava-se a ideia de que, cada militar era um verdadeiro e potencial assassino. Desenvolvia-se a noção de que a única atividade e diversão dos governos militares era torturar, prender e matar inocentes pessoas que queriam apenas viver, se divertir e serem felizes. Quem viveu, cresceu e estudou nesse tempo, e que tenha o mínimo de decência, sabe perfeitamente que não houve um fato gratuito e fortuito. Todos os que foram, de alguma forma e em algum grau, molestados, não o foram sem uma razão, justa ou injusta. Muitos torturados sofreram, porque enfrentaram as tropas em falsos movimentos estudantis, outros porque acreditaram ser possível derrubar o regime e retomar os rumos do socialismo de Jango, Brizola e outros. Outros ainda mataram, assaltaram, sequestraram e bateram em nome da liberdade e da democracia. Democracia, esta, que não ficou provada em nenhum país que adotou o Socialismo, que, de tão contrário à proposta marxista original, acabou sendo chamado de "socialismo real". Real, justamente porque, a única realidade foram os modelos impostos antidemocraticamente por líderes inescrupulosos, os quais usaram o poder para oprimir as massas entorpecidas pela propaganda anti-capitalista e anti-burguesa. Em nenhum país onde o sistema Socialista foi implantado houve democracia, ao contrário, neles, o povo era apenas massa de manobra e escravos do Estado, enquanto os dirigentes, a chamada 'nomenklatura' ou 'troika' vivia arregaladamente como burgueses. Vá a Cuba, lá ainda se vê a diferença no estilo de vida do povo e dos dirigentes do Partido Comunista Cubano.
Este é o mesmo processo que vem sendo realizando no Brasil e em alguns países alatino-americanos nos últimos tempos. É o mesmo discurso e a sala de aula é um promissor palanque. Este é o testemunho de Thiago Lopes enviada ao site "Escola Sem Partido" em 05/09/2005: "Eu dizia com orgulho 'sou comunista', eu queria ver a revolução estourar, eu queria ver FHC sendo guilhotinado, eu queria ser Lênin, pegar em armas e vencer o maléfico Capitalismo para nascer a sociedade justa, aquela que poeticamente havia sido mostrada para mim. Tudo isso se deu graças à imagem que me passaram, onde apenas 1 lado da história é mostrado..."
Prof. Santos
Prof. Santos

Nenhum comentário:
Postar um comentário